Horto do Gap


O horto-GAP, ainda de forma incipiente, produz as mudas, as coletas e a seleção de mudas e sementes, e também a comercialização das mesmas. Este horto, comprometido com os seus objetivos, passará a atualizar seu banco de sementes, renovando e catalogando as espécies e suas características. Como as mudas produzidas têm uma saída periódica, há a necessidade de uma melhor estruturação, repassando para as pessoas interessadas o seu funcionamento e os tipos de espécies presentes no horto até o momento. Possivelmente, este controle será atualizado e aperfeiçoado no site do horto-GAP de três em três meses.

O número de espécies do horto poderá variar de 1.000 para 3.000, dependendo da demanda, chegando a 27.000, em 2003 a 2004, no Projeto Revegetar. A preparação de mudas e a sua quantidade também variam. Diariamente a equipe do horto tem uma rotina que vai desde a coleta, preparação dos saquinhos, manutenção e irrigação.

Com uma área de mais ou menos 1.500 m2, o horto-GAP tenta sobreviver e superar as dificuldades que muitas vezes estão presente, com uma capacidade de abranger um número maior de mudas nativas, principalmente.

O número de pessoas que se dedicam, voluntariamente, a conservar e manter este horto funcionando é muito pequena, chegando a cinco, sendo principalmente, pessoas de baixa renda e que acreditam em seu trabalho. Não há veículos disponíveis para as coletas e faltam os equipamentos necessários para tal e para a marcação das matrizes. A equipe vai fazendo suas coletas em locais próximos do horto ou esperam ajuda de amigos do GAP, sendo neste caso de forma aleatória.

O tipo de público que mais procura o horto são órgãos públicos e entidades privadas, procurando espécies arbóreas nativas para reflorestamento. Também há uma demanda, de outros tipos de espécies pelo horto-GAP. O GAP classificou as mudas em quatro diferentes perfis e uso de acordo com o público-alvo, sendo elas nativas ou exóticas:

(A) mudas de arvores nativas;

(B) mudas de arvores frutíferas;

(C) mudas de plantas ornamentais cultivadas em jardim e paisagismo;

(D) plantas medicinais regionais e exóticas.

Esta ultima classificação - (D) ainda não é explorado neste horto, mas há uma tendência ao cultivo, principalmente das espécies herbáceas, pois são de rápido crescimento, dando a elas outros tipos de finalidades comerciais.

No Brasil, os dados disponíveis indicam que os principais envolvidos na coleta, preparação das mudas e comercialização de sementes e mudas estão distribuídos entre ONGs dedicadas essencialmente à produção de espécies nativas (Rede de Sementes Nacional, 2000).  Este é exatamente o caso do GAP.

Para poder ter um banco de sementes do GAP na forma prevista na Lei, os horto deverá, dentro do possível, proceder a qualificação da equipe envolvida e buscar projetos financiados para uma melhor estruturação do local e um retorno satisfatório.

Um exemplo dos procedimentos diário da equipe foi registrado através de fotos (Fotos de 1 a 6). Aqui, uma canafistula (Peltophorum dubium), plantada pela própria equipe nas ruas de Palmeiras há muito tempo, é agora utilizada como planta-matriz. As sementes são coletadas, armazenadas e plantadas posteriormente.

Os fatores fundamentais para garantir a qualidade das sementes são o procedimento adequado de coleta, o tempo de duração das sementes, saber a forma como deverão ser plantadas, a quantidade de água e a luminosidade adequada. Os cuidados com estes fatores permitem que as sementes tenham vigor, principalmente espécies não muito conhecidas em bibliografias. O total aproveitamento das sementes é muito difícil, mas, com um bom manejo e técnica é possível aproveitar boa parte destas. Há relatos da equipe de que há espécies que apresentaram uma baixa taxa de germinação, dificultando o seu cultivo no horto. Outras espécies costumam apresentar-se com sementes inférteis ou com poucos frutos. A capacitação da equipe do horto poderá ajudar na busca de soluções para estes problemas.
  
Vale a pena ressaltar a luta para manter e fortalecer o horto. Há, como citado anteriormente, a necessidade de um avanço, em relação ao aperfeiçoamento da equipe do horto-GAP, tendendo profissionaliza-la para a comercialização, sem esquecer do fundamental e que sempre fez parte do Grupo Ambientalista de Palmeiras – o GAP – acreditar na preservação do Meio Ambiente e lutar por ela.

0 comentários:

Postar um comentário