Morro do Pai Inácio


O GAP esteve sempre diretamente ligado à história do Morro do Pai Inácio, lutando para que sua visitação fosse regulamentada e seu entorno fosse preservado.
Desde a década de 90, o GAP realizou voluntariamento o monitoramento do Morro, contando apenas com as doações voluntárias dos visitantes. Assim, o Morro contava com monitores do GAP que organizavam a visitação, cuidavam para que os visitantes não depredassem a trilha e não deixassem lixo e outros dejetos no local.
Em 2000, após uma longa luta liderada pelo GAP, o juiz da cidade publicou uma liminar que proibia a cobrança de entrada, realizada pelo então proprietário do Morro, que não detinha as licenças ambientais necessárias para a visitação. Na liminar, o juiz determinou também que "cabe ao Gestor da APA Marimbus/Iraqura o controle de acesso ao Morro do pai Inácio enquanto perdurarem os efeitos da liminar concedida, devendo apresentar  ao Juízo circunstanciado parecer acercar da capacidade de visitação máxima ( sem danos ao ambiente), podendo em tudo ser secundado pelo GAP – Grupo Ambientalista de Palmeiras".
No ano seguinte, em 2001, o então prefeito de Palmeiras, Carlos Lopes, decretou a criação do Parque Natural Municipal do Morro do Pai Inácio, sendo que o Conselho Municipal de Turismo e Meio Ambiente exerceria as funções de Conselho gestor desta unidade de conservação.

Com a legitimidade conferida pelos anos de luta e pelo próprio Conselho, o GAP seguiu seu trabalho voluntário de monitoramento do Morro, não sem enfrentar muitas dificulades, já que o valor das doações nem sempre eram suficientes para cobrir os custos do monitoramento.

Finalmente, no ano de 2012, o GAP assinou um convênio com a prefeitura de Palmeiras, e uma taxa de visitação no valor de R$ 5,00 reais começou a ser cobrada a partir de julho daquele ano. O convênio firmado com a prefeitura prevê um repasse fixo de recursos ao GAP para manutenção de 4 monitores no Morro em todos os dias do ano. O total do valor arrecadado com a visitação é repassado integralmente à prefeitura, que então repassa o valor do convênio, independentemente da quantidade arrecadada.

A criação de um Fundo do Meio Ambiente, que acolherá os recursos oriundos do Morro, representa um importante passo na história de Palmeiras. espera-se que este fundo possa financiar obras de melhoria no Morro e também em outros pontos turísticos de Palmeiras, servindo como uma importante fonte de recursos para o turismo e o meio ambiente. Neste sentido, as ações do Conselho Municipal de Turismo e Meio Ambiente devem ser fortalecidas, para que, juntamente com o GAP, possa-se fiscalizar o uso deste recurso público.

Não deixe de visitar o Morro do Pai Inácio e conhecer nossos dedicados monitores!
Para saber sobre a famosa "Lenda do Morro do Pai Inácio", leia abaixo.




 Vista do topo do Morro o Pai Inácio

 Construção do banheiro ecológico provisório com a ajuda dos brigadistas contratados do ICMBio


 Turista no topo do Morro




Lenda do Pai Inácio

 Na época da escravidão, um escravo, de nome Inácio, se apaixonou pela a filha de seu senhor, um coronel poderoso e rico proprietário de garimpos na Chapada Diamantina.
 Inácio era um escravo forte, belo e cobiçado por várias das escravas, motivo pelo qual teve várias filhos com diferentes mulheres.

 A paixão pela sinhazinha branca foi retribuída e os dois iniciaram um romance secreto, aproveitando da confiança que o coronel tinha em Inácio e, portanto, da sua proximidade com a família.

O coronel descobriu o romance e, furioso, mandou vários de seus capangas caçarem o escravo para mata-lo. Em fuga, Inácio procurou guarida no topo de um alto morro da região. Os capangas o acompanharam e o deixaram sem escapatória, pois uma vez no topo do morro, não havia outra via de saída senão um altíssimo abismo. Inácio, que na fuga havia pegado a sombrinha da sinhazinha como última lembrança de seu amor, saltou do topo do morro bem em frente aos olhos dos capangas e, durante o salto, abriu a sombrinha da amada. 

Alguns contam que a sombrinha funcionou como um pára-quedas e, por isso, Inácio chegou à base do morro são e salvo e que foi visto correndo por vales próximos, para nunca mais ser encontrado.

Outros acreditam que Inácio conhecia muito bem aquele morro e que o salto fora somente encenação, que teria se escondido em fendas existentes poucos metros abaixo do topo e, depois que os capangas consideraram que as buscas eram desnecessárias ele pôde sair do morro pelo mesmo caminho de acesso. 

Nessa versão, Inácio teria conseguido fugir com sua amada durante a noite para nunca mais serem encontrados.

O morro da história, desde então, ganhou o nome do escravo, passando a ser conhecido como morro do Pai Inácio.


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